Pela excelente contribuição para o bom rock, se o Interpol parasse sua carreira após o segundo disco daria uma imensa vontade de quero mais, porém resolveram continuar. E brilhantemente. Essa é uma das poucas bandas da nova geração que ainda me dá uma sensação de esperança na cena musical dos dias de hoje.“Our Love To Admire” é o resultado de uma carreira coesa e com muita personalidade. Desde que ligou as guitarras rápidas em “Turn On The Bright Lights” e surpreendeu o mundo, a banda garantiu seu lugar, encontrando milhões de pseudodarksaudosistadepressivos que ainda ouviam “Love Will Tear Us Apart” em boates no século 21.
Neste registro fonográfico, vamos parar no meio de uma savana na África. As imagens do CD, que também aparecem no site da banda, são cruas, violentas, ameaçadoras, cruéis. Apresentar essa perspectiva do amor como admirável pode ser uma grande ironia ou um grande desafio, mas é o que o Interpol parece fazer neste trabalho. Longe do romantismo evidente e fácil, as letras do vocalista Paul Banks não contam historinhas. Elas são um mosaico de metáforas que aludem disputas, escolhas, medos e as implacáveis leis da natureza, que se aplicam ao homem e à estranha lógica de seus relacionamentos.
A segurança quase arrogante com que a banda se afirma e se supera musicalmente se destaca em “Our Love to Admire”. Entre tantos grupos que agradam porque surpreendem pela simplicidade e entusiasmo, este quarteto nova-iorquino se coloca à parte por ser um dos poucos que empinam o nariz, mas dão conta do recado. O Interpol faz sua música à altura da pose. “Our Rock to Admire”, eles poderiam dizer, porque a qualidade do que fazem é realmente digna da admiração que estes competentes e superlativos músicos merecem.
Bom, vou preparar o bolso pois dia 11 de Março eles tocam no Via Funchal!!!
>Duas músicas que salvam a hora: "No I In Threesome" e "The Heinrich Maneuver"
>Para escutar: http://www.mediafire.com/?dxkyhhlzbde
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