
No final de 2002, depois de ensaiar com um single e algumas participações em coletâneas brasileiras e estrangeiras, o Monokini apresentou o ponto de interseção entre a bossa nova, o rock'n'roll e a electronica, conseguindo encontrar o equilíbrio exato entre os três elementos, sem pender para qualquer lado.De nome extraído de uma música de Roberto Carlos fase Jovem Guarda ("Eu Sou Fã do Monoquíni"), o grupo reprocessou um turbilhão de influências da música, moda, design, cinema e arquitetura dos anos 50 e 60. O resultado foi o festejado álbum de estréia Mondo Topless, lançado pelo selo Bizarre Music. Fabiana Karpinski (vocais), Josmar Madureira (teclados), Marcelo Rodrigues (guitarra), Guto Almeida (baixo) e Marcelo Figueiredo (bateria) possuem um aguçado senso de orientação pop. Em sua música são evidentes os acordes dissonantes e versos ingênuos da bossa nova, teclados easy listening, pitadas de jazz e samba, a contagiante levada rítmica da surf music, além de toques retrô-futuristas com barulhinhos espaciais. E quem procurar bem também vai encontrar ecos de João e Astrud Gilberto, Beach Boys, os girls groups lapidados por Phil Spector e até mesmo Pizzicato 5 e Stereolab.Com tantas referências espalhadas pelo tempo e espaço, ao Monokini não foi difícil ampliar suas fronteiras geográficas pelo planeta. No Brasil, foi convidada para abrir o show de bandas como a americana Luna e da dupla franco-germânica Stereo Total. Os americanos do Tipsy remixaram uma faixa de Mondo Topless. E nas coletâneas gringas, os brasileiros estavam ao lado de nomes badalados na vanguarda musical, como o quarteto synth-pop Ladytron.
"Mondo Topless" é recheada de músicas para descer a serra e ir para o litoral.
>Duas músicas que salvam a hora: "Riviera" e "Copan"
>Para escutar: http://www.mediafire.com/?afcj4e0cn5d
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