domingo, 6 de janeiro de 2008

Pink Floyd - "The Piper At The Gates of Dawn" (1967)

02.01.08

O álbum debutante do Pink Floyd foi tirado de um capítulo do livro de criança favorito de Syd Barrett, “The Wind in the Willows” (O Vento nos Salgueiros em uma tradução livre), e a lírica imagem do flautista nas portas do alvorecer traduz bem o espírito do único registro fonográfico liderado por Barrett. Músicas sobre espantalhos, gnomos, bicicletas e contos de fadas misturadas numa aura psicodélica com o estranho cruzamento do som da guitarra Danelectro de Syd (tocada aos pedaços) e dos teclados de Rick sobre a cozinha anfetamínica de Waters e Mason.
Gravado no estúdio 1 do complexo da EMI (que mais tarde viria a ser conhecido como Abbey Road), Piper foi concebido enquanto os Beatles terminavam seu megaprojeto “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” no estúdio ao lado, o 2. A vibração psicodélica estava no ar e muitos cogitam a possibilidade de um disco ter influído no outro, devido aos encontros esporádicos entre Barrett e John Lennon nos corredores da gravadora, saindo dos estúdios para fumar um cigarro ou tomar uma xícara de chá. “The Piper at the Gates of Dawn” é o disco mais pop e mais psicodélico simultaneamente que a história do rock já viu.

>Duas músicas que salvam a hora: "Astronomy Domine" e "Lucifer Sam"

>Para escutar: http://www.mediafire.com/?5mybr3lm2


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